h1

Diz que eu fui por aí…

21 Fevereiro 2008

Disco

Foto: site de Fernanda Takai

Não. Eu não sabia nada sobre Nara Leão. Ao contrário de muitos por aí, meus pais não a escutam. Até porque acho que nem era bem da época deles. E acredito que mesmo que eu venha a escutar alguma música dela e ninguém me disser quem está cantando, nem vou reconhecer.

Mas Fernanda Takai eu sabia quem era. Quando nem gosto musical formado tinha ainda (isto lá pelos meus10 ou 11 anos) eu já sabia muito bem quem era ela. Impossível entrar no carro para uma viagem, sem que alguns cd’s do Pato Fu fossem levados. Se acabasse um, não tinha problema. Era só trocar para o próximo. O recorde foi uma viagem para Santa Catarina. Cerca de 8 a 9 horas ouvindo sem parar a mesma voz. O gosto não era meu. Era da minha irmã. Mas de tanto ouvir, acabei gostando também.

Confesso que Pato Fu se tornou música de “determinada época”. Pois é assim que ouço. Tem determinadas épocas que não consigo parar de ouvir. Depois canso e fico tempos sem ouvir. E o mais impressionante é que quando volto a ouvir, continuo com todas as músicas (a tempos decoradas) na ponta da língua. Até em japonês. Pra quem quer conhecer um pouco sobre a banda, é só clicar aqui.

Mas vamos adiante, porque o foco é outro.

Um dia, na praia, acabei descobrindo que Fernanda Takai estava dando uma entrevista em um programa (que no momento não me recordo o nome) na Record News. E nele ela estava falando sobre o novo disco. Mas não o do Pato Fu. E sim o seu primeiro disco solo. Totalmente inspirado na Nara Leão. Fiquei fascinada e louca para ouvir as músicas.

Dia 09 de fevereiro, fomos (eu, minha irmã e meus pais, que também aprenderam a gostar de Pato Fu), enfrentar uma chuva danada pra assistir ao show da banda. Eles anunciaram que estariam vendendo CD’s da banda, camisetas, e o CD solo e também o livro de Fernanda Takai. Adivinhem? Ganhei o CD do meu pai. E ele foi autografado por ela ali mesmo.

Vou abrir um pequeno parêntese: nunca imaginei que uma pessoa que tem 15 anos de estrada pudesse tratar seus fãs da maneira como Fernanda tratou. Ela é uma pessoa simples, simpaticíssima, educada e carinhosa. Atenciosa, olha nos olhos e sorri quando fala com os fãs. Topou até ganhar abraço molhado, de todo mundo (inclusive eu) que estava ali pra prestigiá-los. Saí de lá feliz e contente. Pensando que toda a “indiada” (no bom sentido) tinha valido muito a pena.

Chegando ao carro, estacionado a poucos metros dali, adivinhem qual foi a primeira coisa que fizemos? Óbvio. Colocar o CD “Onde brilhem os olhos seus”. Justamente o disco que eu falei no início.

Desde que cheguei de volta pra praia não consigo para de ouvir a música “Diz que fui por aí”. Sem saber os motivos, me identifiquei com a música. A voz “doce e suave” (como dizem todos os sites que se referem ao disco) de Fernanda hipnotiza de tal forma, que só se quer escutar mais e mais. Mas com certeza o disco inteiro vale a pena. Mesmo pra quem nunca conheceu nenhum trabalho de Nara Leão, nem mesmo as músicas originais. Sim, porque neste disco, todas (acredito eu, e pelo que pude perceber) tiveram novos arranjos. Arranjos estes, que foram feitos pelo marido de Fernanda, John Ulhoa e por Lulu Camargo, ambos companheiros da banda Pato Fu.

Cada vez que ouço a música, sinto vontade de fechar os olhos e viajar com ela. Sentimental demais? Piegas? Talvez. Mas por enquanto vou escutando a música repetidas vezes. Daqui a pouco eu troco de faixa… Até deixar de lado por uns tempos.

Ah, e se querem ouvir as músicas, basta clicar aqui.

® Bruna Tissot

Deixe um comentário