Arquivo de Fevereiro, 2008

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As máscaras sempre caem…

28 Fevereiro 2008

Pessoas de máscara

Passeando pela internet (aliás, quando não tiver muito o que fazer, é um ótimo exercício de relaxamento… tem cada coisa nesse mundo virtual), para buscar subsídios para o próximo assunto que eu queria abordar, achei coisas pra um outro assunto que já vinha pensando, mas sem grande importância.

Me deparei com uma crônica, em um site que nunca tinha visto, mas que chega a doer de tão verdadeira. A crônica começa abordando a origem da palavra traíra. Não, não é o peixe. Embora tenha grande relação. É a pessoa mesmo. É de onde veio o nome para descrever a pessoa: do peixe ou do verbo trair??

A crônica segue dizendo que só o tempo mostra quem realmente as pessoas são. Que até que se prove o contrário, todas as pessoas são boas e merecem confiança. Depois podem demonstrar ser o que não são. Esta é a opinião do autor.

Mas no fundo, o que eu penso não é muito diferente. As situações, o dia-a-dia, o cotidiano tem me mostrado que, INEVITAVELMENTE, o tempo mostra como as pessoas realmente são. Elas podem tentar esconder, podem tentar dissimular, mas as máscaras sempre caem. Podem cair para o bem ou para o mal. A pessoa pode “ser” brava, mal humorada, mas com o tempo a mascara de “monstro” cai e a simpatia toma conta do rosto.

Ou também pode acontecer da “chapeuzinho vermelho” virar o “lobo mau”. E isto é mais comum do que se pensa.

Vestir máscaras pode ser muito fácil, mas quem faz isso acaba pagando um preço muito alto. E, por mais que o “desmascarado” jure que não se importa com isto, lhe fere fundo e marca pra sempre. E as conseqüências sempre estarão na lembrança dos demais.

Ao contrário do autor da crônica, tenho um sexto sentido, que me alerta quando a pessoa não é aquilo que se pensa. Só que às vezes ele falha. Nem sempre o sinal está bom, eu acho. E daí acontece o que acontece.

Já aconteceu muito comigo. E pior que eu não aprendo. Acho que ninguém aprende. Afinal, sempre achamos que as coisas podem ser diferentes desta vez. A simpatia, o sorriso pode ser verdadeiro. Pra mim, existe uma coisa que mostra a verdade: os olhos. Estes nunca mentem. É só aprender a interpretar.

Estar alerta às pessoas que nos cercam, observando-as, nunca é demais.

Mas cá entre nós: sempre vai acontecer de novo não vai?

E, de novo, o tempo mostrará como as pessoas são de verdade…

® Bruna Tissot

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A menina que devora livros…

22 Fevereiro 2008

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Foto: Google

Em março do ano passado, foi lançado pela Editora Instrínseca no Brasil um livro chamado “A menina que roubava livros”, do australiano Markus Zusak.

O livro conta a história de Liesel Memminger, uma menina que foi adotada após seu irmão mais novo morrer. A narradora do livro é nada mais, nada menos do que a morte. Esta se encontra com Liesel várias vezes durante a história. E a observa o tempo todo durante o decorrer do livro.

A menina, que mora na Alemanha dominado pelo “Fuher”, passa a roubar livros para satisfazer sua ânsia em ler. “A guerra e os temores que ela traz, tornam o enredo o mais humano possível, trazendo para nós, uma visão diferente do que era não ser judeu mas ter princípios humanos em plena Alemanha dominada pelo nazismo na segunda guerra mundial”.¹

Ainda não tive a oportunidade de ler este livro. Mas confesso que estou curiosíssima para fazê-lo. Acredito que seja o tipo de livro pelo qual me encanto só de ver a capa. E daí em diante, parar de ler é um imenso sacrifício. Já li e ouvi críticas ruins quanto ao livro: de que é pesado, de que é sombrio demais, de que é péssimo, de que é de mau gosto. Mas como, dificilmente, levo em conta as críticas sem formar uma opinião própria, continuo com a mesma vontade de ler.

Mas o fato é: na praia, minha irmã resolveu que vai escrever um livro chamado “A menina que devora livros”. O personagem principal? Eu. Rimos muito. Até que eu perguntei porque a implicância com meu “vício”. Minha mãe me respondeu simplesmente “nenhuma implicância, só que tu lê a jato”. Com esta até eu achei engraçado. Na praia eu li tres livros, em menos de um mês. Me chamavam pro almoço. Já vou… Me chamavam pra ir na praia. Já vou… Me chamavam pra qualquer outra coisa. Já vou…. Fora revistas, jornais e tudo mais que cai nas minhas mãos. Eu devoro tudinho. Minha estante de livros, no meu quarto, já está ficando pequena pra tanta coisa. Aqui em casa, os outros ganham livros de presente e eu sou a primeira a ler.

Não posso dizer que ler, pra mim, seja um costume, um hábito. É sim um vício. Estou bem acima da média nacional de leitura (1,8 livros por ano) e da gaúcha (5,5 livros por ano). ² Minha média é de 1 livro por semana.

Não tenho a mínima idéia de quando foi o primeiro livro que li. Sei que tenho guardados alguns livros de quando eu era bem pequena, como “Uma fada nos meus olhos”, “Reizinho Mandão”, “Aristogatas”, etc. Me lembro de mim pequena, lendo (ou olhando as figurinhas) de uns livros que minha irmã tinha, que eram todos em um papelão grosso. E contavam diversas histórias. Uma delas de três gatinhos que comiam sempre de luvinhas. E suas luvinhas sujaram e eles nao podiam comer bolo da mamãe gata porque tinham lavado as luvinhas. Conforme se virava a página, em determinados lugares pegava luz e saía uma musiquinha. O livro ainda existe, mas não toca mais nada. Lembro de revistas e livrinhos que minha mãe trazia.

Pode ser que seja genético também. Minha vó materna, além de escrever poesias, gosta muito de ler. Talvez isto venha pelo DNA. Eu acredito que isto seja gosto e costume mesmo. Já vi pessoas dizendo que só lêem jornais e revistas porque trazem informações que serão úteis. Ou seja, na cabeça destas pessoas (que, com todo respeito, eu consideo minúscula…) só ler o que tem informação real e instantânea é o que importa. Acho que se fosse assim que a coisa funcionasse, os livros não existiriam e também não existiriam o número enorme de editoras e livrarias que existe. Mas tudo bem. Cada um com seu pensamento.

Comigo existe até uma história engraçada. Em 1995, minha família foi na Festa do Moranguinho, que acontece todo ano em Bom Princípio – RS. Lá, o Luís Fernando Veríssimo, iria realizar uma sessão de autógrafos. Então fomos em uma livraria comprar livros para autografar. Minha irmã comprou um chamado “O santinho”, de Luis Fernando Veríssimo. Nada mais natural. Um livro do autor, para ele próprio autografar. Pois eu, na época com 7 anos, comprei um outro: “Aristogatas”. E fui para a fila. Todos estavam com livros do autor ou blocos de papel para que ele desse um autógrafo. E eu, faceira, com meu livrinho nada a ver. Pois ele autografou. Devo ser a única pessoa no mundo que tem um livro dos “Aristogatas” autografado pelo Luis Fernando Veríssimo.

Ler faz viajar. Faz pensar. Faz aprender. Amo ler. E se alguém me perguntar se eu quero me livrar deste vício? Com certeza eu vou responder que não. Prefiro continuar devorando livros.

¹ Fonte: Wikipédia

² Fonte: Artigo “O futuro da leitura” – Edgar Lisboa

® Bruna Tissot

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Diz que eu fui por aí…

21 Fevereiro 2008

Disco

Foto: site de Fernanda Takai

Não. Eu não sabia nada sobre Nara Leão. Ao contrário de muitos por aí, meus pais não a escutam. Até porque acho que nem era bem da época deles. E acredito que mesmo que eu venha a escutar alguma música dela e ninguém me disser quem está cantando, nem vou reconhecer.

Mas Fernanda Takai eu sabia quem era. Quando nem gosto musical formado tinha ainda (isto lá pelos meus10 ou 11 anos) eu já sabia muito bem quem era ela. Impossível entrar no carro para uma viagem, sem que alguns cd’s do Pato Fu fossem levados. Se acabasse um, não tinha problema. Era só trocar para o próximo. O recorde foi uma viagem para Santa Catarina. Cerca de 8 a 9 horas ouvindo sem parar a mesma voz. O gosto não era meu. Era da minha irmã. Mas de tanto ouvir, acabei gostando também.

Confesso que Pato Fu se tornou música de “determinada época”. Pois é assim que ouço. Tem determinadas épocas que não consigo parar de ouvir. Depois canso e fico tempos sem ouvir. E o mais impressionante é que quando volto a ouvir, continuo com todas as músicas (a tempos decoradas) na ponta da língua. Até em japonês. Pra quem quer conhecer um pouco sobre a banda, é só clicar aqui.

Mas vamos adiante, porque o foco é outro.

Um dia, na praia, acabei descobrindo que Fernanda Takai estava dando uma entrevista em um programa (que no momento não me recordo o nome) na Record News. E nele ela estava falando sobre o novo disco. Mas não o do Pato Fu. E sim o seu primeiro disco solo. Totalmente inspirado na Nara Leão. Fiquei fascinada e louca para ouvir as músicas.

Dia 09 de fevereiro, fomos (eu, minha irmã e meus pais, que também aprenderam a gostar de Pato Fu), enfrentar uma chuva danada pra assistir ao show da banda. Eles anunciaram que estariam vendendo CD’s da banda, camisetas, e o CD solo e também o livro de Fernanda Takai. Adivinhem? Ganhei o CD do meu pai. E ele foi autografado por ela ali mesmo.

Vou abrir um pequeno parêntese: nunca imaginei que uma pessoa que tem 15 anos de estrada pudesse tratar seus fãs da maneira como Fernanda tratou. Ela é uma pessoa simples, simpaticíssima, educada e carinhosa. Atenciosa, olha nos olhos e sorri quando fala com os fãs. Topou até ganhar abraço molhado, de todo mundo (inclusive eu) que estava ali pra prestigiá-los. Saí de lá feliz e contente. Pensando que toda a “indiada” (no bom sentido) tinha valido muito a pena.

Chegando ao carro, estacionado a poucos metros dali, adivinhem qual foi a primeira coisa que fizemos? Óbvio. Colocar o CD “Onde brilhem os olhos seus”. Justamente o disco que eu falei no início.

Desde que cheguei de volta pra praia não consigo para de ouvir a música “Diz que fui por aí”. Sem saber os motivos, me identifiquei com a música. A voz “doce e suave” (como dizem todos os sites que se referem ao disco) de Fernanda hipnotiza de tal forma, que só se quer escutar mais e mais. Mas com certeza o disco inteiro vale a pena. Mesmo pra quem nunca conheceu nenhum trabalho de Nara Leão, nem mesmo as músicas originais. Sim, porque neste disco, todas (acredito eu, e pelo que pude perceber) tiveram novos arranjos. Arranjos estes, que foram feitos pelo marido de Fernanda, John Ulhoa e por Lulu Camargo, ambos companheiros da banda Pato Fu.

Cada vez que ouço a música, sinto vontade de fechar os olhos e viajar com ela. Sentimental demais? Piegas? Talvez. Mas por enquanto vou escutando a música repetidas vezes. Daqui a pouco eu troco de faixa… Até deixar de lado por uns tempos.

Ah, e se querem ouvir as músicas, basta clicar aqui.

® Bruna Tissot

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Iniciando…

20 Fevereiro 2008

Nunca fui adepta dos tais de blogs, mas me rendi ao criar um blog para ampliar uma pesquisa familiar (ainda não terminada…) e resolvi que poderia ter um pra mim mesma. O nome me veio imediatamente: eu segundo eu mesma. Não é um nome criativo (isto não é mesmo…), mas foi o primeiro que veio e esta é a melhor definição pro que pretendo fazer aqui.

Este post é só pra desejar que sejam todos bem vindos… e acompanhem minhas “escrivinhações” (me puxei nessa).

Um grande beijo!