Passeando pela internet (aliás, quando não tiver muito o que fazer, é um ótimo exercício de relaxamento… tem cada coisa nesse mundo virtual), para buscar subsídios para o próximo assunto que eu queria abordar, achei coisas pra um outro assunto que já vinha pensando, mas sem grande importância.
Me deparei com uma crônica, em um site que nunca tinha visto, mas que chega a doer de tão verdadeira. A crônica começa abordando a origem da palavra traíra. Não, não é o peixe. Embora tenha grande relação. É a pessoa mesmo. É de onde veio o nome para descrever a pessoa: do peixe ou do verbo trair??
A crônica segue dizendo que só o tempo mostra quem realmente as pessoas são. Que até que se prove o contrário, todas as pessoas são boas e merecem confiança. Depois podem demonstrar ser o que não são. Esta é a opinião do autor.
Mas no fundo, o que eu penso não é muito diferente. As situações, o dia-a-dia, o cotidiano tem me mostrado que, INEVITAVELMENTE, o tempo mostra como as pessoas realmente são. Elas podem tentar esconder, podem tentar dissimular, mas as máscaras sempre caem. Podem cair para o bem ou para o mal. A pessoa pode “ser” brava, mal humorada, mas com o tempo a mascara de “monstro” cai e a simpatia toma conta do rosto.
Ou também pode acontecer da “chapeuzinho vermelho” virar o “lobo mau”. E isto é mais comum do que se pensa.
Vestir máscaras pode ser muito fácil, mas quem faz isso acaba pagando um preço muito alto. E, por mais que o “desmascarado” jure que não se importa com isto, lhe fere fundo e marca pra sempre. E as conseqüências sempre estarão na lembrança dos demais.
Ao contrário do autor da crônica, tenho um sexto sentido, que me alerta quando a pessoa não é aquilo que se pensa. Só que às vezes ele falha. Nem sempre o sinal está bom, eu acho. E daí acontece o que acontece.
Já aconteceu muito comigo. E pior que eu não aprendo. Acho que ninguém aprende. Afinal, sempre achamos que as coisas podem ser diferentes desta vez. A simpatia, o sorriso pode ser verdadeiro. Pra mim, existe uma coisa que mostra a verdade: os olhos. Estes nunca mentem. É só aprender a interpretar.
Estar alerta às pessoas que nos cercam, observando-as, nunca é demais.
Mas cá entre nós: sempre vai acontecer de novo não vai?
E, de novo, o tempo mostrará como as pessoas são de verdade…
® Bruna Tissot





